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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

GENTÍLICO - "GUIA-LOPENSE" OU "LAGUNENSE"

“GUIA-LOPENSE” OU “LAGUNENSE”???
Qual gentílico Adotar???

(No verso da fotografia continha os seguintes dizeres: “Em 12 de fevereiro de 1938 Photografia da 1ª reunião para a fundação do Patrimônio Guia Lopes”) Oferta de Fábio Martins (original do Álbum de Leonor Barbosa Flores)

Muitas pessoas tem me questionado, qual o correto, Guia-lopense ou lagunense, para o gentílico dos nascidos ou moradores no município de Guia Lopes da Laguna, Mato Grosso do Sul, Brasil.

Na primeira parte descreverei o que fala a literatura e circula nos órgãos oficiais. Em seguida deixarei minha conclusão.

O QUE FALA A LITERATURA

1. O Gentílico de Guia Lopes da Laguna é Lagunense.


O município Guia Lopes da Laguna está localizado no Estado Brasileiro Mato Grosso do Sul - MS.

Guia Lopes da Laguna possuí uma área total de 1.210,61 Km². Sua população no ano de 2010 era de 10.366 habitantes.

Quem nasce ou reside na cidade de Guia Lopes da Laguna é chamado de Lagunense.

O estado Mato Grosso do Sul possuí uma área total de 357.181,53 Km² e está localizado na Região Centro-Oeste do Brasil.

A capital do Estado Mato Grosso do Sul é Campo Grande.
Quem nasce ou mora no Estado Mato Grosso do Sul é chamado de Sul-Mato-Grossense.

2. “Lagunense”, “guia-lopense” e outros gentílicos

Por: Sérgio Rodrigues 19/03/2015 às 13:30


“Sempre tive uma dúvida. Moro em Guia Lopes da Laguna, no estado de Mato Grosso do Sul, há mais de 33 anos, e gostaria de saber qual o correto: a pessoa nascida em Guia Lopes da Laguna é ‘guialopense’, ‘lagunense’ ou o quê? Obrigado pela resposta.” (Daniel Ordacowski)

A consulta de Daniel tem solução simples, segundo os dicionários: tanto o Houaiss quanto o Aurélio registram “lagunense” como gentílico relativo à cidade sul-mato-grossense de Guia Lopes da Laguna (foto), quase na fronteira com o Paraguai.

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No Aurélio (mas não no Houaiss) encontramos a palavra “guia-lopense”, só que aplicada apenas à cidade mineira que até 1962 se chamava Guia Lopes, desde então rebatizada São Roque de Minas.

É evidente que a resposta dos dicionários não basta para os habitantes de Guia Lopes da Laguna. Na página da Wikipédia dedicada à cidade, registram-se dois gentílicos: “guialopense ou lagunense”.

Duplicidade de gentílicos não é algo incomum. No entanto, se há cidadãos locais interessados em firmar “guia-lopense” (com hífen, por favor) como identificador municipal – um direito deles, pois o uso é soberano –, a tarefa não parece fácil. A resposta unívoca dos principais dicionários brasileiros sugere haver na questão uma dimensão oficial, histórico-geográfica, já consolidada.

Ocorre que, no caso de nomes complexos como Guia Lopes da Laguna – ou São José do Vale do Rio Preto (RJ), ou ainda São Miguel do Passa Quatro (GO) –, a tendência da língua é tomar o último elemento como núcleo do nome e base para a formação do gentílico: no caso, respectivamente, “lagunense”, “rio-pretano” e “passa-quatrense”.

Talvez os lagunenses não gostem de dividir o mesmo vocábulo com os nascidos no município catarinense de Laguna – e sobretudo, pela proximidade geográfica, com os naturais da cidade sul-mato-grossense de Laguna Carapã.

Claro que a polissemia pode provocar confusão, mas é natural e ocorre com diversos gentílicos brasileiros, como “campinense”, “rio-pardense” etc.

3. Lista de gentílicos de Mato Grosso do Sul

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Guia Lopes da Laguna - guialopense ou lagunense

4. IBGE – CIDADES – ESTADO MATO GROSSO DO SUL

GUIA LOPES DA LAGUNA


TRATA O GENTÍLICO POR “lagunense”

5. DICIONÁRIO ILUSTRADO BRASILEIRO DA LÍNGUA PORTUGUESA
VOLUME 2 – ABRIL CULTURAL, 1972. PAG. 839

Trata: “Guia-Lopense, adj de 2 gen. Guia Lopes (Minas Gerais)...

6. DICIONÁRIO CONTEMPORÂNEO DA LÍNGUA PORTUGUESA
CALDAS AULETE, EDITORA DELTA, VOLUME 3, 1986, PAG. 968

“GUIA-LOPENSE”

Guia-lopense adj. e s. m. e f. (Bras.) Relativo a Guia Lopes, (cidade do Estado de Minas Gerais) ou a Guia Lopes da Laguna (Cidade do Estado de Mato Grosso/Sul); o natural ou habitantes dessas localidades.

CONCLUSÃO:

“Guia-lopense” ou “Lagunense”

Sou da opinião linguística e histórica que que as autoridades competentes ou um referendo popular deve por fim a esta duplicidade.

Sou da parte que opto pelo gentílico “Guia-Lopense” para as pessoas que nascem ou vivem no Município de Guia Lopes da Laguna, Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil.

Justificativa:

A Cidade mineira que se chamou de Guia Lopes, aproximadamente entre os anos de 1930 a 1968, era uma homenagem a José Francisco Lopes, imortalizado por Visconde de Taunay, no Livro A Retirada da Laguna, pelo cognome de “Guia Lopes”, durante o período de 1867, quando participou ativamente com as Forças Expedicionárias que atuaram no Sul da Província de Mato grosso durante a Guerra do Paraguai e que culminou com o episódio conhecido por Retirada da Fazenda Laguna, Paraguai, vindo o Guia Lopes a falecer em 27 de maio de 1867, pouco antes de chegar a sede da sua fazenda Jardim, hoje no Município e Guia Lopes da Laguna.

A cidade mineira homenageava, José Francisco Lopes, pois foi em terras deste município que ali viveram seus familiares, onde nasceu, viveu até a juventude, quando, então, acompanhando seus outros irmãos e patrícios, se embrenharam pelos serões mato-grossenses.

O Tempo passou, a História se reescreve. A Guia Lopes Mineira, voltou a sua antiga denominação, “São Roque de Minas” e a Estação Ferroviária “Guia Lopes” também já deixou de existir.

Deste modo, justiça as origem e etimologias históricas, homenagear o gentílico “Guia-lopense” ou plural “Guia-lopenses” aos habitantes que vivem ou nascem no município de Guia Lopes da Laguna é mais original.

PORQUE NÃO “LAGUNENSE”

Justificativas

Embora, a versão mais oficial seja o gentílico “lagunense”. Entretanto, não é muito original, uma vez que de acordo com o órgão Oficial do Brasil, o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, atribui esta denominação a outras cidades:

No Mato Grosso do Sul

O Município de Laguna Carapã – recebe a denominação de lagunense.

O Município de Guia Lopes da Laguna - recebe a denominação de lagunense.

Em Santa Catarina

O Município de Laguna - recebe a denominação de lagunense.

Assim, sendo, porque não adotar e assumir a nossa originalidade Histórica. Identidade Histórica. Autoestima autóctone. 

Para os desatentos da História local, por ocasião da Fundação do Patrimônio, povoado, a cidade, (12 de fevereiro de 1938, oficializada em Ato Legal, e em ato religioso em 19 de Março de 1938) que mais tarde tornou- se Distrito e desmembrou do Município de Nioaque, fora fundada com a denominação de “Guia Lopes”, a partir de 1942, fora acrescentada “Laguna”, por conta das confusões para o envio das correspondências, haviam três localidades com a denominação “Guia Lopes”, uma em Minas Gerais e duas no Mato Grosso, uma estação de trem entre Aquidauana e Corumbá e a Guia Lopes, margem direita do rio Miranda.

“Exmo. Sr. Dr. Getúlio Vargas, 

“DD. Presidente da República, Palácio do Catete, Rio. 

Qualidade ultimo filho sobrevivente velho sertanejo Guia Lopes, grata satisfação comunicar vossência, doze fevereiro, histórica Fazenda Jardim, minha propriedade, realizou-se grande reunião, fazendeiros, pessoas gradas, exmas. Famílias, municípios Bela Vista, Bonito e Nioaque, fim fundação Patrimônio Guia Lopes homenagem memória saudoso pai, tombou mesmo local, defesa integridade Pátria. (...)” Guia Lopes da Laguna – Nossa Terra, Nossa Gente, Nossa História. Cap. X. José Vicente Dalmolin) (extrato de parte do telegrama)

Escreve-se "Guia-lopense" com hífen.

De acordo com as novas regras gramaticais:

http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?typePag=novaortografia

"5. Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem elementos de ligação. Exemplos:

Belo Horizonte - belo-horizontino

Porto Alegre - porto-alegrense

Mato Grosso do Sul - mato-grossense-do-sul

Rio Grande do Norte - rio-grandense-do-norte

África do Sul - sul-africano".

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

INTERPRETAÇÃO VIDA E MORTE DO GUIA LOPES

INTERPRETAÇÃO VIDA E MORTE DO GUIA LOPES
Imagem do Guia Lopes, - José Francisco Lopes. - Original Extraído de A Epopea da Laguna - Lobo Vianna
- Rio De Janeiro 1938 - Impressa Militar
*aumente o som*


11ª JORNADA CULTURAL DA RETIRADA DA LAGUNA
18 DE SETEMBRO DE 2015
JARDIM - MS. BRASIL
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SOLENIDADE REVITALIZAÇÃO CEMITÉRIO DOS HERÓIS DA RETIRADA DA LAGUNA
VÍDEO - 7 -
SOLENIDADE ATOR REPRESENTANDO VIDA E MORTE DO GUIA LOPES
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PROJETO:
Gel. Div. Lourival Carvalho da Silva e
Maj. Eng. Niedson de Carvalho Mendonça.
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COMANDO:
Gen. Ex Paulo Humberto Cesar de Oliveira
Cmt. CMO
Gen. Bda. Rui Yutaca Matsuda
Cmt. 4ª Bda. C. Mec
Gen. De Bda. Walter Nilton Pina Stoffel
Dir. DPHCEx
Maj. Eng. Carlos Alberto Galvão Magalhães
Cmt. Da 4ª Cia. E. Cmb. Mec
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"ESTE EVENTO FAZ PARTE DOS PREPARATIVOS PARA CELEBRAR OS 150 ANOS DA RETIRADA DA LAGUNA NO ANO DE 2017"

LINK PARA TODOS OS VÍDEOS DO EVENTO 2015

SOLENIDADE REVITALIZAÇÃO CHRL DESCERRAMENTO DA PLACA VÍDEO 1
SOLENIDADE REVITALIZAÇÃO CHRL PASSARELA VÍDEO 2
SOLENIDADE CHRL ATO RELIGIOSO VIDEO 3
SOLENIDADE CHRL ATO AOS MORTOS, TOQUE CORNETA SILENCIO VIDEO 4
SOLENIDADE NOS MONUMENTOS CHRL NARRATIVAS HISTÓRICAS VÍDEO 5
SOLENIDADE CHRL TUMULO CAMISÃO E JUVENCO VÍDEO 6
SOLENIDADE CHRL TAUNAY E MORTE DO GUIA LOPES VÍDEO 7
DESLOCAMENTO CEMITÉRIO A MARGEM DO MIRANDA VIDEO 8
NO PASSO DO RIO MIRANDA PARA FAZENDA JARDIM VÍDEO 9
TRILHA RIO MIRANDA A FAZENDA JARDIM VÍDEO 10
ACAMPAMENTO ENCENAÇÃO EVENTOS FAZENDA JARDIM VÍDEO 11
EXPOSIÇÃO CINEASTA RABELO FILME RETIRADA DA LAGUNA VIDEO 12

      Sinopse Histórica da Estrada do Jardim.

“A leitura de alguns trechos[1] retirados dos seguintes livros do Visconde de Taunay: A Retirada da Laguna, edição de 1874 e Reminiscências, edição de 1908.

            No dia 26 de Maio de 1867, 130 moribundos de cólera haviam já sido entregues à generosidade da sorte e dos paraguaios, que não lhes pouparam as curtas horas de vida; não tínhamos mais bois de carro, para comer, mais pólvora e mais esperança.

A marcha desse dia era decisiva. Íamos sair da zona desconhecida, e a todo o transe urgia alcançar a fazenda do Jardim, onde se achariam laranjas para matar a fome, e talvez gado! 

Aliviados do peso dos doentes, que nessa manhã mesmo, haviam ficado abandonados no pouso do Prata, nossos soldados andavam aguilhoados por pungente desespero.


O Sol era ardente: os campos abertos e vastos. 
A coluna formava um grande quadrado. Na frente, ao longe, viam-se grupos de cavaleiros vestidos de encarnado, à retaguarda outros mais compactos. 
De vez em quanto escoava um tiro isolado, ou então apertava o tiroteio, a que se unia a voz grave de um dos nossos canhões. Quando não, caminhava-se em silêncio, ouvia-se o vozear dos carreiros a tangerem os poucos e magros bois, que vinham ainda puxando as nossas peças de artilharia.

O quadrado brasileiro levava, em seu seio, a morte e o desalento. As carretas da artilharia iam atulhadas de moribundos. Num carro manchego[2], o Coronel Camisão estava deitado a fio comprido, com o chapéu sobre os olhos, ao lado do Tenente Sílvio, que, nas vascas da agonia, rolava por cima do corpo de seu chefe e
sobre ele vomitava; noutras carretas Juvêncio, Vicente, Miró, oficiais e praças, mortos ou a morrer, sacudidos por dolorosos solavancos. 
De vez em quando caiam por terra soldados até então válidos, e a custo agarravam-se a alguma carreta ou resignadamente ali ficavam à espera dos paraguaios e dos urubus. 

Na frente dessa força, verdadeiramente fantástica, mais cadáveres ambulantes, do que homens, caminhavam.  A cavalo, destacando dela e curvado sobre o selim, um velho. 

Era o Guia, José Francisco Lopes, que puxava atrás de si toda aquela gente por sertões que só Deus e ele conheciam. 

Na véspera morrera-lhe o filho mais velho; agora vinha ele, abatido, com os olhos encovados, reconhecendo em mil sinais familiares, para a cansada mente, a aproximação da sua casa do Jardim. 

Faltava pouco para que sua missão fosse cumprida; uma légua, se tanto, e o desconhecido do deserto desapareceria para sempre, e a frente pisaria em estrada trilhada e segura. 

A marcha era lúgubre[3], tanto mais horrível, quanto a beleza das perspectivas. A louçaria da natureza fazia contraste com tamanhas desgraças. Tudo sorria ao redor de nós. Entre nós só as cores de nossas bandeiras respondiam a esse bafejo de alegria. 
Cheguei-me para perto de Lopes. 
__ Doutor, disse-me, olhe para ali. Meu gado manso vinha pastar naquele barreiro. 

__ Olhe para este campo de um verde carregado; é o meu retiro, não chegarei lá”.

__ Daqui a pouco, vocês estarão vendo o cercado e dentro em breve estarão em Nioaque. 

O velho tentou sorrir e disse. 

__ Quanto a mim sinto que minha vez está chegando. 
Mal pronunciara estas palavras, os estribos lhe faltaram e com surdo gemido caio do cavalo abaixo. 

Estava com o cólera. Era um companheiro a mais, para os infelizes que se contorciam de câimbras em cima das duras tabocas dos cofres da artilharia. 

E, encolhendo-se todo, cobriu a cabeça com um trapo de manta. 

Pouco, muito pouco faltava para que se chegasse à estrada, entretanto ninguém sabia mais como dirigir a coluna. 

Gabriel Francisco, genro de Lopes, que estivera já nesses campos, esquecera-se das localidades. Suas indicações eram duvidosas; às vezes mostrava as reminiscências. 

Numa ocasião tentou atravessar uma mata e fez parar a coluna. 

 O velho Lopes levantou a cabeça. Seus olhos empanados cobraram brilho, e ele fez sinal com a mão para que viessem ouvi-lo. 

__ Rodeiem o cerrado, ordenou, porque é muito sujo. Por trás, fica logo à direita, o Retiro.

Cumpriu-se a ordem e, em uma das mais esplendidas tardes, que jamais vi, chegamos de fronte a colina junto da qual está o retiro, antigo lugar onde se reunia o gado da estância, que Lopes mostrara-nos de longe, pouco antes.           

O sol declinava; grandes raios alaranjados saiam-lhe do disco no fundo do horizonte e realçavam o mais admirável panorama, tão esplendido que ainda hoje o representa a memória. Essas belezas eternas da natureza tornavam ainda mais pungente para nós o sentimento de nossa ruina próxima, e absorvia-nos esta contemplação, quando um esquadrão paraguaio apresentou-se a galope com evidente intenção de cortar-nos, em algum ponto, a nossa linha desigual e interrompida: mas, tendo toda a força feito alto, como por si mesma, vimo-nos preservados desse ataque. 

Acampamos nesse mesmo lugar, tendo feito quatro léguas de marcha forçada, privados como estávamos de alimentação e de sono; a necessidade coagia-nos, penetramos no fechado do retiro.

O Coronel Camisão, o Tenente-coronel Juvêncio e o nosso Guia Lopes foram acomodados em um rancho arruinado, perto do qual se acenderam grandes fogueiras para ver se lhes restituíamos o calor. Alguns limões e laranjas que lhes trouxeram, acalmaram-lhes um tanto a sede.

Na manhã do dia 27, os inimigos aproximaram-se ainda de nós, parecendo querer atacar-nos na passagem do regato a que o retiro dá o nome de Cachoeirinha; mas contiveram-se diante da atitude do 17° Batalhão de Voluntários que formava a nossa retaguarda, e a marcha recomeçou como na véspera. O coronel Camisão, já sem voz, era levado encima de um armão de peça, Lopes encima de outro, o tenente-coronel Juvêncio em uma rede, bem como muitos outros oficiais e inferiores. Tinham morrido três deles no pouso do retiro".
Evento:

Revitalização do Cemitério dos Heróis/2015

“Cerimonial Coroa de Flores, Ato Solene aos Mortos”,
Participação Major Magalhães – Cmte. 4ª Cia, e  Renato Francisco Lopes – Neto do Guia Lopes

11ª Jornada Cultural da Retirada da Laguna 18 de setembro de 2015.  Arquivo do autor/2015



[1] Texto Original, 4ª Cia. E. Cmb. Mec. 2014. Inauguração do Marco do Cemitério dos Heróis e outros.
[2] Carro de manchego:  Carro de munição da artilharia. - "manchego","lúgubre",  in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/manchego [consultado em 20-11-2015].

[3] Relativo a luto.
Fúnebre, lutuoso.
Triste, soturno, pavoroso, escuro.