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domingo, 25 de março de 2018

GUIA LOPES DA LAGUNA - 80 ANOS DA FUNDAÇÃO DA CIDADE 1938 * 2018 - III

Guia Lopes da Laguna
80 anos da Fundação da Cidade
(A última filha caçulinha do município de Nioaque)
19 de Março de 1938 – 19 de março 2018
Parte 3: A transferencia do Patrimonio para as autoridades de Nioaque
 E o nascimento do Primeiro Guia-lopense
Vista Panorâmica atual onde fora a Colônia Militar de Miranda até 1867. Imagem adaptada por José Vicente Dalmolin. Imagem de Satélite. Google Earth Pro. 2017.

Na primeira parte esboçou os preâmbulos para a fundação de um Patrimônio na margem direita do rio Miranda. Decisão que se  tornou  fato em solenidade realizada nas terras do filho do Guia Lopes, (José Francisco Lopes, esposo em segundas núpcias com dona Senhorinha Conceição Barbosa Lopes) que também  tinha o nome Homônimo do Pai, José Francisco Lopes, era por muitos chamado de “Zé Lopes”. Em 12 de fevereiro de 1938.

No segundo texto, delineou alguns fatos dos bastidores do que ocorreu até 19 de março de 1938.   Data em que se comemora a fundação da cidade.

Este terceiro texto, referente a 1938 focará alguns aspectos:
Os idealizadores e constituidores da Comissão de Fundação entre outros, Sargento Queiros, Bulhões, Fioravante  realizam o ato oficial para a  transferência do novo povoado para a administração das autoridades de Nioac;
O Nascimento do primeiro Guia-lopense, filho do Sargento Bulhões no acampamento da Companhia será um dos pontos que envolveram o pai, sr. Bulhões a tomar parte da ideia de um Povoado.

       1.      A Transferência 

Segundo Odilon, oito dias após a fundação de Guia Lopes da Laguna, procedeu uma reunião convidando todos os civis destas cercanias, cuja a finalidade era dar ciência de que deveriam deixar a responsabilidade da administração do povoado nas mãos das autoridades civis. De que os  três membros da comissão, os Sargentos Bulhoes, Queiroz e Fiovarante continuariam dirigindo por um período que não ultrapasse os três meses, mas continuariam dando todo o apoio que estivesse ao seu alcance.
Decorrido o período ficou combinado, que a direção do patrimônio passasse às mãos de chefes civis, sendo os dirigentes escolhidos pelo povo os senhores Basílio Barbosa, Osvaldo Monteiro e Macário Aristimunha, todos bons amigos e de elevado prestígio na região.
Esta transferência para a sociedade civil do município de Nioac ficou oficializada em 5 de junho de 1938, cuja reunião ocorreu nas dependências da Escola Visconde de Taunay.  Desta reunião lavrou a seguinte Ata, cuja transcrição segue, salvo a adequação ortográfica:

“Ata de reunião para a transferência do Patrimônio Guia Lopes, as Autoridades civis do  município de Nioaque - 
            Aos cinco dias do mês de junho de mil novecentos e trinta e oito, em salão do prédio da  Escola Pública deste Patrimônio, aí presente os senhores José Francisco Lopes, Capitão Teodorico de Farias, D. Comandante da  Primeira Cia. Do Quarto B. S. aqui acantonado, Tenente Afonso de Menezes Dipp,  Sargento João do Prado e Silva, Luiz Fioravante, Odilon de Queiroz e José Antônio de Bulhões todos da  mesma Cia., as autoridades civis de Nioaque, Senhor Antônio de Oliveira Flores  DD. Prefeito Municipal, Alziro Lopes Costa – Juiz em Exercício, tenente  Gumercindo  Cavalheiro, Delegado de Polícia, João Siqueira, Promotor de Justiça, Policiano Costa Lima. Coletor das Rendas do Estado,  Helvécio Brandão, Delegado Militar, Sebastião David de Medeiros, primeiro tabelião e os cidadão João Siqueira, Hercílio Vieira de Moura, Osvaldo Fernandes Monteiro, Basílio Barbosa, Macário Aristimunha, Vicente Urbano Leite, Dinarte Pinheiro, Irineu Vieira de Souza, Alfredo de Ávila da Silva, Florêncio da Costa Lima,  Cristóvão Felix de Almeida, Paulo Leme Nogueira, Justino Lopes, Argemiro Ávila da Silva e Sinézio Chavasco e muitas pessoas gradas de Nioaque e do Patrimônio, as quais em grande reunião solenizavam este grande feito de Patrimônio, digo de patriotismo e gesto de civismo pelo senhor tenente Afonso   de Menezes Dippe, foi dada a palavra ao senhor Sinézio Chavasco, para que este expusesse os fins da presente reunião.  Em rápidas palavras, o orador indicado esclarecendo os fins da reunião, dissertou sobre  a obra de patriotismo dos dignos militares, plantando mais um marco de esperança, sobre o qual desfralda o nosso glorioso pendão nacional, que servirá de estímulo às gerações vindouras; o orador dando conta dos trabalhos feitos para a fundação deste grande melhoramento, ao qual foi dado o nome do Imortal Guia Lopes, passava neste momento a direção do Patrimônio ao digno Prefeito Municipal de Nioaque.   Fazendo esta entrega, os fundadores do Patrimônio  confiantes na integridade do Digníssimo Prefeito, estão  certos de que S.S., com verdadeiro espírito de brasilidade tudo pensa em fazer pelo engrandecimento deste Povoado e por este povo. Em seguida, o Senhor Antônio de Oliveira Flores, DD. Prefeito Municipal, em breves palavras agradeceu aos dignos militares a obra patriótica, dizendo que, “com a máxima satisfação recebia a honrosa incumbência  que ora lhe era feita, garantindo em seu nome e do povo nioaquense que  na sua gestão, tudo faria para a continuidade do progresso deste  novo povoado, o qual ele repuditava, digo reputava, digno não só pelo seu todo, porém mais ainda, por prestar uma justa homenagem ao imortal sertanejo e Guia da Retirada da Laguna”.   Ato contínuo, o senhor Capitão Teodorico de Farias, em rápidas palavras disse que, em seu nome e dos militares que concorreram para a fundação deste Patrimônio, embora tenha passado a direção do mesmo para as dignas autoridades  civis de Nioaque, continuaria sempre a disposição das mesmas para o engrandecimento desta obra e pelo progresso de Mato Grosso.  Logo a seguir o Senhor Prefeito Municipal assumindo a direção do Patrimônio,  resolveu as necessidades mais urgentes dentre as quais a de designar uma comissão para responderem pela direção do mesmo.   Dentre os elementos destacados do Patrimônio, foram designados os senhores Osvaldo Fernandes Monteiro comerciante, Macário Aristimunha e Basílio Barbosa – fazendeiros, todos residentes no mesmo, escolha essa que foi recebida com aplausos de satisfação de todos os presentes.  Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a presente reunião com vivas ao Exmo. Sr.  Presidente da República Dr. Getulio Vargas. Exmo. Interventor Federal, Dr.  Julio Muller, ao Glorioso Exército Nacional, ao velho José Francisco Lopes e a todas as autoridades presentes.  Patrimônio de Guia Lopes da Laguna, cinco de junho de  mil novecentos e trinta e oito.”
Assinaturas:
José Francisco Lopes;  (filho do Guia Lopes)
Capitão Teodorico de Farias,
Segundo tenente Afonso de Menezes Dippe,
Antonio de Oliveira  Flores – Prefeito Municipal
Alziro Lopes da Costa – 1º Juiz de Paz
Tenente Gumercindo Cavalheiro – Delegado de Polícia
Sargento Odilon de Queiróz,
Sargento José Antonio Bulhões,

Helvécio Brandão – Delegado Militar,
Policiano da Costa Lima – Coletor,
Sebastião David de Medeiros – 1º Tabelião,
João Siqueira – Promotor de Justiça,
Hercílio Vieira de Moura – Escrivão da Coletoria,
Osvaldo Fernandes Monteiro,
Basílio Barbosa,
Macário Aristimunha,
Vicente Urbano Leite,
Dinarte Pinheiro,
Irineu  Vieira de Souza,
Alfredo de Ávila da Silva,
Florêncio da Costa Lima,
Cristóvão Felix de Almeida,
Paulo Lemes Nogueira,
Justino Lopes,
Argemiro Ávila da Silva,
Sinésio Chavasco”.

     1.      Nasce o primeiro Guia-lopense, Nywton Bulhões

Segundo José Bião Netto,    “Na bela noite de quinta-feira, 26 de Agosto de 1937, o Sargento Bulhões, convidou seu colega para ser padrinho de um garoto que havia nascido pela  manhã, daquele dia o qual será batizado com o nome Nywton Bulhões,   convite esse que de bom gosto foi aceito pelo o Sargento Pery José da Silva. Mas, momentos depois ambos ficaram a meditar, aonde levar o garoto para batizar, pois a cidade mais próxima é Nioac; a nove (9) léguas e o padre só vem ali no último domingo de cada mês, se não estiver chovendo”.
“Iniciados os batizados foram batizados muitos moços e moças, muitas crianças entre elas o “garoto” que deu origem à fundação deste povoado “Nilton[1] Bulhões”, com seis meses e vinte dias de idade. Às 12 horas todo o povo presente reuniu-se em baixo da aroeira, onde foi saboreado o gordo churrasco da novilha preta, com muita satisfação”.

Nywton Bulhões,  filho de José Antônio de Bulhões e Sebastiana Faria Bulhões, nascido no dia 26 de agosto de 1937 no acampamento da 1ª Cia do 4º Btl de Sapadores de Aquidauana, na Fazenda Jardim, hoje Guia Lopes da Laguna/MS. Foi  e registrado na cidade de Nioaque/MT. Foi Oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo, formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Metropolitana de São Paulo. Fez parte da  Diretoria Executiva da Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo como um dos seus diretores.

No domingo do dia 15 de abril 2012 recebi um telefonema que nos honra muito, era de Nywton Bulhões, (que nos enviará material Histórico de relevante importância, e deu-me notícias da sua existência.) que residia com seus familiares na cidade de São Paulo.

"Prossegue ainda o depoimento de José Bião, publicado pela Revista Executivo Plus, “eu servia ao Exército, nessa companhia, quando nasceu uma criança no acampamento. Foi a primeira, um motivo muito especial, por tanto. O bebê era filho de José Antônio Bulhões e Sebastiana Farias Bulhões. Ele era Sargento da 1ª Cia. B.S., e morava aqui no acampamento do Rio Miranda. Então surgiu a dificuldade para batizar essa criança, porque não tínhamos igreja, padre; apenas três ranchos de taquara batida, coberto com folhas de bacuri, uma palmeira nativa da região. O Padre vinha só até o povoado de Nioaque de 30 em 30 dias e isso quando não chovia. A criança trouxe ao mundo o nome de Nywton Bulhões, e logo o pai do garoto, sargento José Antônio, conseguiu um padrinho, um outro sargento, muito seu amigo, o Peri José da Silva. Mas faltava ainda uma igreja, uma escola para crianças, enfim, a criação de um povoado.  Entrou na História toda, o Comandante da Companhia, o Capitão Teodorico de Farias, que deu todo o apoio para a criação do povoado, inclusive arranjou um topógrafo, o Jacó, conhecido como “Nego Jacó".
Nywton Bulhões e Azenil Tavares Bulhões.

Publicada no Facebook, 16 de junho de 2014

Filiação de Nywton Bulhões
Sebastiana Faria Bulhões  - José Antônio de Bulhões
José Antônio de Bulhões. Filho de Antônio Joaquim de Bulhões e Águida Torquato de Bulhões, nascido no dia 22 de janeiro de 1903 na cidade de Santana do Ipanema/AL, casado em 4 de janeiro de 1930 com Sebastiana Faria Bulhões, filha de José Antônio de Faria e Cândida Maria da Conceição, nascida no dia 27 de julho de 1906 na cidade de Delfim Moreira/MG. Ele faleceu na cidade de Itajubá/MG em 13 de abril de 1954 onde está sepultado.

     3.      Breve Conclusão
Segundo o  Sargento Odilon de Queiroz
(Meu reconhecimento e Gratidão pela monumental Obra, Transpirar da Vida)

Assim expressou um dos arquitetos  desta cidade:

“Nunca deixamos de estar ao lado desses distintos companheiros, desse povo fronteiriço, bom e amável; prestativo e simples. Mesmo de longe, estou ao seu lado. Meu pensamento sempre voa para a saudosa querência, principalmente no dia do aniversário de Guia Lopes da laguna, 19 de março. Até agora, nunca deixei de passar um telegrama ou rádios de felicitações a nossa querida Guia Lopes da Laguna – pequena cidade brasileira, que eu assisti o seu nascimento – por ocasião dessa grande data tão importante à sua vida, tal a minha fé, o meu amor, às cousas da Pátria”. Do Livro no Transpirar da Vida digitalizado, 2006)

Dedicado pelo Senhor José Bião Netto[1]
(Meu reconhecimento e Gratidão pelo Diario de Guia Lopes)
Nota de Busca
Deixo um apelo a todos os leitores
Embora já recuperamos a parte dos textos e já estão formatados para a publicação, graças ao Senhor Nywton Bulhões, entretanto muito desejo recuperar as fotografias que faziam parte do Diario e que estão com certeza em algum baú antigo dos que com ele conviveram até o seu falecimento.

Se você souber noticias destas fotografias do inicio da fundação de Guia Lopes da Laguna, gentileza entrar em contato. Em nome da nossa historia nossa gente nossa terra e do sr Bião



Transcrevo um dos seus poemas, do Diário de Guia Lopes da Laguna, 2012

Falando com a Cidade
I
A ti cidade, que eu vi nascer,
O meu dorido adeus, até um dia,
Que Deus abençoe e proteja, seu altivo crescer,
Nesta terra venerada, abrigo do velho Guia,
A quem rendo tributo, em singela homenagem,
Extensiva a Juvêncio e Camisão, pela a fibra e coragem!

II
De ti não levo mágoas, só recordação.
Do nome, tão venerado, em tua fundação,
Em homenagem ao velho Guia da coluna Camisão,
Nome lembrado com satisfação, e eterna gratidão,
Cidade espelho de duas faces: Dor e satisfação.
Plantada num goiabal cerrado, de capim limão.

III
Nas cercanias da centenária Estância Jardim,
Onde corre o rio, entre as campas e o pomar,
Noite e dia a cantar saudades, saudades sem fim,
Dos soldados brasileiros, que arrastou para o mar,
És a cidade que nasceu, já na história,
No solo da estância, testemunho de soluço e glória!

IV
Adeus estância lendária, velha casa de Jardim,
Campinas verdejantes, colinas floridas, cerros e montes ondulados,
Abrigo das belas orquídeas, perfumada de jasmim,
Adeus campas centenárias, vinte coléricos ceifados,
Que tremendo de fome e frio, aqui tombaram,
Dizimados pela a peste, em triste deserto ficaram!

V
Adeus cidade querida, tua história fica gravada,
Aceita estes versos, de carinho e muito afeto,
Que transladei do coração, e d’alma desconsolada,
Como singela homenagem, de um semianalfabeto,
Que no peito levará, infindos murmúrios de saudades,
Desejando a teus habitantes, muita paz e felicidade.
Em   Guia Lopes da Laguna - 17/07/81 José Bião Neto


Fotografia Histórica, com o General Klinger, na Fazenda Jardim, 1931



Entendimento Final
Professor e Mestre José Vicente Dalmolin

Somente algumas referencias históricas que motivaram a Fundação de Guia Lopes da Laguna
Primeira: A cidade de Nioac, Nioaque, nasce oficialmente em 8 de abril de 1849, como um Porto, Depois Colônia Militar, depois povoado abrigando o Corpo de Cavalaria;
Segundo: Colônia Militar de Miranda. Embora poucos guia-lopenses conhecem, antes da fundação da cidade de Guia Lopes da Laguna, existiu na área do Município, antes da Guerra com o Paraguai e destruída e ocupada pelos mesmos, sendo retomada após 1871 um núcleo militar e populacional, que estava localizada nas proximidades do Rio Miranda e o Córrego Atoleiro. Ver o mapa.
Cuja inauguração teve lugar em 23 de Novembro de 1859 e foi aprovada por Aviso do Ministério do Império de 2 de abril de 1850. Constava quando se fundou de 26 habitantes, sendo um empregado militar, 18 praças e 7 colonos paisanos.
Pela Colônia Militar passava a estrada que ligava Nioac para o Forte de Bela Vista, no Paraguai, também para a Colônia Militar de Dourados e conexão com  Concepción, Horqueta, Asunción no Paraguai. Por ali estiveram estacionadas as tropas comandadas pelo Coronel Carlos de Moraes Camisão em 1867, antes de dirigirem-se até a invernada da Laguna, na Republica do Paraguai.
Atualmente a área está ocupada por uma propriedade particular.
Terceiro: Em 1858, José Francisco Lopes (o Guia Lopes) e Senhorinha Maria Conceição Barbosa Lopes, filhos e demais parentelas estabelecem residência fixa na fazenda ou Estancia que era denominada de Jardim, cuja posse já havia acontecido anos anteriores, por Antonio Gonçalves Barbosa, Pai de Senhorinha.
Embora a extensão da propriedade estendia entre as margens esquerda e direita do rio Miranda, mas a sede oficial localizava na margem direita. Atualmente está distante a 1 km da cidade. Localizada na margem da Rodovia MS. 382 – Guia Lopes da Laguna – Bonito. Ver mapa.
Quarto -  Depois da Guerra, 1874, com a definição dos limites de fronteira entre o Império e a Republica cada vez foi abandonando a rota pela Colonia de Miranda e intensifica e melhorada a que passava pela Fazenda Jardim, em vau pelo rio Miranda, atingindo a margem esquerda, nas proximidades do Cemitério de Heróis e seguindo em direção da fronteira com o Paraguai. A ocupação foi efetiva. Surgindo Bela Vista, Ponta Porã, Porto Murtinho.
Quinto – A partir de 1900, com os trabalhos coordenados pelo Marecha Rondon, estabeleceu a passagem da linha telegráfica entre Nioac – Bela Vista – Margarida, pela fazenda Jardim.
Sexto – A transferência do 7º Regimento de Cavalaria da cidade de Nioac para Bela Vista em 1906 e posterior a emancipação  desmembrada de Nioac.
Sétimo – a Exportação da Erva-mate e o desenvolvimento do Porto dos Murtinhos; Porto Murtinho estimulam comercio, migrações e estabelecimentos de criação de gado.
Oitavo – diversos movimentos políticos, armados e militares foram tornando esta região cada vez mais conhecida,  Destaques foi a passagem da comitiva do Engenheiro e Politico Dr. Armando Arruda Pereira em 1925, produziu o livro Heroes Abandonados; a passagem da comitiva do General Mallan em 1926, produziu o livro Heroes Esquecidos; as Manobras Militares integrando diversos quarteis e aviação, coordenada pelo General Bertoldo Klinger, no ano de 1931, também conhecida como manobra de Nioac. Outro evento importante paralelo foi a produção do Filme Alma do Brasil, por  Libero   Luxardo.
Destas  e outras produções tornaram esta região do “Jardim” sempre muito popular.
De acordo com diversos documentos na historia de Nioaque, em virtude da historia, ocupação e povoamento, a região do Jardim mesmo antes de 1938 já possuía um subdelegado para atender as ocorrências.
Nono – Por fim, a execução da melhoria do sistema Rodoviário e das comunicações com a região de fronteira, além de manter a integridade e segurança do sul de Mato Grosso, no Governo do Presidente Getulio Vargas, dos Interventores e dos comandantes Militares de todos os quarteis, realizam a partir de 1933 uma grande mobilização que culminou não só na construção da primeira Ponte sobre o Rio Miranda, substituindo o vau que se encontrava em diferentes pontos entre a fazenda jardim e a Ponte.
Desta peregrinação militar e civis dos anos de 1930 não apenas deu origem a cidade de Guia Lopes da Laguna, homenagem ao Guia, mas também a cidade de Jardim, homenagem a região que compreendeu a Fazenda Jardim, que também pertencera ao Guia e a instalação da atual 4. Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada.
Deste período em diante a história prossegue em construção.
Da Fazenda Jardim 1858 a Guia Lopes da Laguna 1938 – há exatamente 80 anos 2018
José Vicente Dalmolin, Guia Lopes da Laguna, Mato Grosso do Sul,  19 de março de 2018

Vista Panorâmica atual onde fora a Colônia Militar de Miranda até 1867. Imagem adaptada por José Vicente Dalmolin. Imagem de Satélite. Google Earth Pro. 2017.

Vista Panorâmica atual onde localiza a Fazenda Jardim. Imagem adaptada por José Vicente Dalmolin. Imagem de Satélite. Google Earth Pro. 2017.


[1] José Bião Netto, também foi militar, assim como Severino Felix da Silva, após terem deixado o Exercito a Companhia passam a residir no povoado de Guia Lopes da Laguna, desempenhando diferentes atividades, professor, politico, cartorário, administração publica. 



[1] Grafia correta Nywton Bulhões. N.E.

segunda-feira, 19 de março de 2018

GUIA LOPES DA LAGUNA - 80 ANOS DA FUNDAÇÃO DA CIDADE 1938 * 2018 - II

Guia Lopes da Laguna
80 anos da Fundação da Cidade
(A última filha caçulinha do município de Nioaque)
19 de Março de 1938 – 19 de março 2018
Parte 2

Na primeira parte esboçou os preâmbulos para a fundação de um Patrimônio. Tornou-se um ato oficial, porém ainda sem nenhum marco que pudesse caracterizar um bem imóvel.

A concretização veio a se dar sobre dois esteios que são pilares institucional de uma sociedade, a Religião, sob a construção da Igreja de São José e a Educação que  concretizou na construção da Escola Visconde de Taunay.  Os demais fatos serão decorrentes.
O Sonho foi de três servidores públicos da Nação Brasileira, os Sargentos: Sargento Luiz Fioravante, Sargento Odilon de Queiróz, Sargento José Antônio Bulhões.  Entretanto a realização deste sonhos, Projeto de fundação de um Povoado, que se tornaria uma cidade e posterior município, Guia Lopes da Laguna foi a soma de mãos e recursos de muitas pessoas que acreditaram no  sonho.
Deste modo, a cidade de Guia Lopes da Laguna através dos seus munícipes devem à memoria de todos os homens e mulheres, jovens e crianças, civis ou militares que tornaram possível o 19 de março esta data festiva.
Devemos nos orgulhar: Não temos um Fundador, mas as mãos e mentes de diversos Fundadores e cofundadores.  Minha gratidão!

A Igreja de São José
Empreitou-se a mão-de-obra da construção da igreja, com o paraguaio Liberato Delgado por 600$000 réis, cujo prédio, de 8m x 4m, de taipa, rebocado, caiado por dentro e por fora, como uma porta à frente, uma do lado direito e uma janela no lado esquerdo, coberto de telha francesa. O caminhão que transportava as telhas de Aquidauana permitido  Senhor Major Amaurílio Osório, que estava comandando interinamente o Batalhão.
A madeira, dada gratuitamente ao pé da obra, pelo fazendeiro Macário Aristimunha.
A primeira imagem de São José
O Tenente José França, dias depois daquela sua importante oratória de 12 de fevereiro, foi transferido para o 1o B. E. no Rio de Janeiro. Antes de partir, porém, doa para o patrimônio a nascer, uma bonita imagem de São José, a qual medindo 0,75m de altura, adquirida à casa comercial de Luiz Mengelli, da praça de Aquidauana.
Altar
Para servirem de altar:  1 pequena mesa e 3 caixotes; 1 andor e 1 mastro para hasteamento a Bandeira Nacional, pelo soldado carpinteiro Roriz.
A Escola Visconde de Taunay
A construção do rancho para a escola ao lado da igreja foi empreitado com o sr. Pedro Rodrigues da Silva, pela quantia de 170$000 réis sendo o seu tamanho de 8m x 4m, cujas paredes, portas e janelas de taquaruçu rachado bem batido e a coberta de palha de bacuri.
O Poço de água
O poço foi aberto e construído por dois trabalhadores pago pelo Sr. Basílio Barbosa, como ajuda a fundação do patrimônio.
A demarcação da Praça, ruas e quadras urbanas
No dia 14, segunda-feira, iniciou-se os trabalhos. Com uma cruzeta, tendo em cada ponta um prego de 15x15 para melhor visada, corrente de agrimensor, trena e balizas, eu, Bulhões, Fioravante e algumas praças disponíveis sem prejuízo de seus deveres e obrigações, começamos as demarcações de Guia Lopes da Laguna com medições de quadras, lotes, ruas e praças que, em face dos instrumentos competentes.
Fotografia abaixo, escritório do  Acampamento da 1ª Companhia do 3º Sapadores, ano de 1938, situado ao lado direito, após o Posto Ipiranga Mariely, sentido Guia Lopes da Laguna estrada da Ponte Velha  à cidade de Jardim.
O padre Redentorista Paulo Butler e José Francisco Lopes, o Filho do “Guia Lopes” Em frente do escritório do Comandante, no Acampamento da  Companhia de Sapadores, 1938
Loteamento, venda e escritura
A procura de compras de lotes relativamente boa, em poucos dias tínhamos vendido bastante. Tendo assim que, na inauguração da fundação do patrimônio, já havia construções bem adiantadas, como as dos Monteiros, a do Nenê Barbosa e outras...
As escrituras eram passadas pelo tabelião de Nioaque, Sr. Sebastião Medeiros, que a chamado nosso, vinha para tal.
De cada lote vendido, cabia ao Sr. José Francisco (Filho do Guia Lopes), o doador das terras, no mínimo 20$000 réis que na ocasião, sempre estava presente, porque mandávamos chamá-lo para os devidos fins.
Para se ter uma ideia, um hectare de terra naquela época, era  vendido em torno de 15$000 réis nessa região.
Limpeza da área
Destocamento, roçada, capina e limpeza de uma área de 100m x 50m, compreendida entre a faixa da estrada e o local da igreja e escola, por uma turma de 20 soldados, depois de terminados os seus deveres na Companhia, nos dias 17 e 18 de março, sendo que, o próprio Sargento Queiroz, deu um murro danado por carregar galeotas e carrinhos, de tocos, pés de caraguatá, de guavira e cinzas das coivaras que tocamos fogo, até ao escurecer da véspera, sexta-feira, dia 18, para ficar bem limpo.
A busca do Padre em Aquidauana para celebração da missa e benção do Patrimonio Guia Lopes

Foi o próprio Queiroz, um dos idealizadores e fundadores do Patrimonio que foi buscar as telhas e a imagem de S. José em Aquidauana, e  esteve com os Padres Redentoristas – Norte Americanos.  Com absoluta franqueza os cientificou de toda a  história, dizendo-lhe por fim, que não podíam pagar-lhes nenhum transporte para a ida de um padre no dia 19 de março, dia de São José, a fim de celebrar a primeira missa, proceder à bênção e o batismo de Guia Lopes da Laguna.
No dia 18 à tarde,  uma telefonema de Nioaque por intermédio do telegrafista Benevides daquela cidade – chefe da Agência dos Correios e Telégrafos Nacional, dizendo que o Padre Paulo Butler, norte-americano, chegaria a Fazenda Jardim, às 8 horas da manhã, 19.

Os preparativos para os festejos e a chegada da vizinhança

Havia muita gente chegada de fora do povoado nascente.
Várias carretas eram vistas num ponto e noutro, por baixo das árvores mais copadas cujos donos, ali mesmo fizeram pouso, porque não havia um lugar onde pudessem ficar abrigados. De sorte que, ao pé das carretas, o fogo ardia e bom chimarrão tomava-se; bom churrasco, boa mandioca e farinha, comia-se.
Muita gente ocupou o pequeno rancho-de-palha da escola outros se arrumaram pela vizinhança, em casas de parentes e conhecidos, como à do Basílio Barbosa, à do Irineu Vieira de Sousa, do Macário Aristimunha, do Fábio Martins Barbosa à do Sr. Francisco José Lopes Filho e outras... O Bolicho do Nenê Barbosa e a loja dos Monteiros, cujas casas ainda estavam em construção, ficaram apinhados. No possível, muitos se abrigaram também em ranchos do acampamento da 1a Companhia.
O altar da pequena igrejinha foi arumado da melhor forma possível por diversas Senhoras.
À igreja e à escola, bem como no respectivo pátio, foram colocados cordões de bandeirinhas de papel de cores, de vez que, nada mais, como ornamentação, pode se fazer.

Sábado, 19 de março de Março de 1938, a Solenidade militar, religiosa e civil
A Bandeira Brasileira tremula no topo do mastro. O Sol brilha nos primeiros dias do Outono. O Brasil, Mato Grosso, Nioac, recebem nas benção do Cruzeiro mais uma pequena estrela, mas que já nasce em primeira grandeza no contexto da História desde o ano de 1858, quando José Francisco Lopes (Pai) o imortal Guia Lopes nos registros de Alfredo Taunay e de Dona Senhorinha Maria Conceição Barbosa Lopes, foram morar na Fazenda Jardim.
Uma salva de 21 tiros de bonitos estrondos festivos e muito ecoantes foi disparado.
Por volta das 9 horas, chegou o padre Paulo na sua própria condução, uma camioneta, transportando ainda de Nioaque o nosso o Dr. Chavasco e outras autoridades de prestígio daquela cidade, onde o povo, infelizmente, também não acreditava na história de um patrimônio, por achá-la sem pé e sem cabeça o qual inventada de uma hora para outra, e, por simples sargentos. Sargento Luiz Fioravante, Sargento Odilon de Queiróz, Sargento José Antonio Bulhões. Além disso, não o olhava com bons olhos.
O único oficial que se encontrava no acampamento, era Ten. Afonso Meneses Dipp.
Já havíamos pedido antecipadamente a ele, para que a 1a Cia. formasse em tomando parte às festividades, de maneira que o Pavilhão Nacional fosse hasteado solenemente para as honras cabíveis à fundação de Guia Lopes.
Na frente da igreja e escola, estava preparado o mastro de bonito taquaruçu com respectivo cordel, pronto para receber a Bandeira.

Guia Lopes da Laguna. Á esquerda a primeira igreja de São José e a direita a primeira Escola, denominada Visconde de Taunay inauguradas no dia 19 de março de 1938.
Às 10h30min, a grupamento da 1a Companhia de Sapadores, do Batalhão de Engenharia de Aquidauana, 6º BEC. estava em forma no acampamento numa linha bonita e correta. Às 11 horas em ponto o Ten. Dipp, comandando-a, deu ordem ao corneteiro Sd. Abílio Corrêa, a dar o toque de sentido. Incontinenti, a sagrada Bandeira foi hasteada sobre o toque de marcha batida num enérgico e vivo rufar de tambores.
Em continuação à cerimônia, cantou-se o Hino Nacional. Ao seu término o Ten. Dipp com voz altiva e forte, deu vivas ao Patrimônio Guia Lopes e ao Brasil, foi acompanhado por todos os presentes num arrojo impressionante de perfeito patriotismo.
A missa teve seu início logo em seguida. Carinhosamente e muito confiante às suas preces, o padre Paulo Butler procedeu a bênção e o batismo da cidade nascente. Desta forma tão solene e de toda a fé, foi celebrada a primeira missa em Guia Lopes da Laguna.
Ao meio dia foi servido um suculento churrasco como almoço para todos os presentes.
Às 16 horas houve procissão, o qual padre Paulo opinou que se fosse até à ponte do rio Miranda. Era bonito ver-se a estrada de grande multidão que acorreu à festa, num cortejo de fé pelas cousas sagradas.
Às 18 horas, ao término da procissão, o singelo andor com a imagem de São José, o que recebia a incumbência de Padroeiros ou Padrinho espiritual do novo povoado,   recolhia-se à sua capela – aquela igrejinha de taipa.
Às 20 horas houve novena.
O padre fez muita confissão até alta noite.
Como tinha feito bastante lanternas de papel de cores para adaptação de velas, o respectivo pátio da igreja e escola ficou iluminado à noite durante as festividades.
Embora não houve o baile festivo oficial, pois não havia recursos para tal fim. Entretanto, pelas vizinhanças, na casa do sr. Fábio Martins Barbosa, na do Sr. José Francisco Lopes  e de outras mais, não deixou de haver o “arrasta-pé”.
No domingo dia 20 de março os festejos continuaram pela redondeza. O Padre Paulo continuou com os serviços sacerdotal atendendo a população celebrando missa, casamentos e batizados. Entre os dias 19 e 20, fez perto de 45 batizados.
Pe. Paulo, tornou-se grande amigo de Queiroz, onde passou a fazer refeições nas suas idas ao Patrimônio Guia Lopes da Laguna, fez  todo o empenho para conseguir do Pe. Superior Francisco Mohr, a vinda de um sacerdote todo primeiro Domingo de cada mês, para celebrar missa e proceder outros deveres religiosos, e que gostaria de ser o indicado.
Dias depois, Queiroz recebe uma carta sua, dizendo com grande satisfação que havia conseguido a ida de um padre ao Povoado de Guia Lopes da Laguna, no primeiro domingo de cada mês, e que estava muito contente por ter sido escalado. Desta forma, o Pe. Paulo só deixou de vir ao Patrimônio, por lhe aparecer a doença grave, pulmonar. Ele era de origem norte-americana.
Outro padre o substituiu. Foi o Pe. Jaime Hegles. Religiosos, da Congregação dos Redentoristas norte-americanos.
Vista da população presente na solenidade civil, militar e religiosa de fundação do Patrimônio de Guia Lopes, em 19 e março de 1939

O caderno ou livro-de-ouro

Havia-se comprado um pequeno livro considerado “caderno-de-ouro”, para se angariar donativos a fim de poder-se pagar as despesas efetuadas com o patrimônio, pelo que, foi criada uma comissão para proceder a devida coleta por ocasião dos festejos.
No final, o Pe. Paulo, devolveu o tal “caderno-de-ouro” completamente em branco, sem nenhuma assinatura.
Em vista da negativa, no dia 20 de março, o Sargento Odilon toma uma atitude: levanta cedo, veste seu uniforme de gala, cinza, feito em Curitiba, tal um grande comandante, adentra ao pátio do acampamento, aprumado, firme, peito saliente com a elegância natural de um general de verdade a dar cartas.
“Com o livro, o tal “caderno-de-ouro” debaixo do braço, não tive dúvida de assaltar o povo. O primeiro que ataquei, fui eu mesmo, de vez que, a primeira assinatura foi a minha com 100$000 réis, (¼ do meu soldo, posso dizer, porque era 420$000, como 2o sgt.) a Segunda assinatura, foi do meu colega Luiz Fioravante, também com 100$000 réis. A 3a assinatura foi do meu colega José Antônio de Bulhões, com 50$000 réis. O Tenente Darcílio Leal de Menezes que estava comandando interinamente a 1a Cia. foi a quarta assinatura, com a quantia de 100$000 réis. Em seguida, Ten. Dipp prontamente também dera 100$000 réis, sendo a quinta assinatura no respectivo livro. Depois seguiram outras assinaturas, como: a do Macário Aristimunha, Basílio Barbosa, Osvaldo Monteiro, cada, com a quantia de 100$000 réis; Jaime Artigas, Nenê Barbosa, com 50$000 réis cada; Fábio Martins Barbosa também com 100$000 réis; Chavasco com 50$000 réis, e o restante de todas as assinaturas, foram desta quantia para menos”.
Para se ter uma ideia de valores correspondentes, a quantia de 100$000 réis (Cem mil réis) era o preço de uma vaca gorda e bem grande nessa época.
Com a arrecadação que fizeram dos donativos, Queiroz,  Fioravantes e Bulhões, os três membros responsáveis por tudo, foi possível efetuar o pagamento aos obreiros que fizeram as modestas construções: igreja e a escola outros trabalhos, bem como todas as despesas de compra de materiais.
No final da tarde do dia 20 de março de 1938, mediante recibos, onde constava as assinaturas para efeito legais foi a prestação de contas. O dinheiro arrecadado deu para pagar as dívidas.
Colocando em funcionamento a Primeira Escola, Visconde de Taunay.
No dia 21 de março de 1938, iniciou as  matriculas na Escola “Visconde de Taunay”.
Ao todo 45 alunos de ambos os sexos foram listado para uma sala de aula multisseriada, primeiro ao quarto ano. Entre outros, as minhas filhas do Sargento Queiroz,  Terezinha de Queiroz e Adalgisa de Queiroz de 8 e 6 anos respectivamente.
A situação da Escola
O prédio era um galpão-de-palha muito mal feito e muito mal coberto, que apenas uma neblina chegava para molhar tudo lá dentro.
As paredes, portas e janelas tudo de taquaruçu rachado, batido de qualquer jeito e que tomaram formas tortuosas com o brusco ressecamento, acabaram de ser as vestimentas de sua pobreza. E como gostavam de trincar com o vento de úmido inverno! Impulsionado por ele, chegavam a balançar-se num vaivém, produzindo sons tristes e agourentes pelas gretas dos taguaruçus rachados de conformidade com a pressão do ar.
O primeiro professor que se conseguiu, foi o Sr. Paulo Nogueira, que dentro do seu conhecimento, fez o que pôde com zelo e carinho na alfabetização daquelas crianças até março de 1939.
No próximo Texto,
1.       A Comissão de Fundação Entre outros, Sargento Queiros, Bulhões, Fioravante e a transferência do novo povoado para a administração das autoridades de Nioac;
2.      O Nascimento do primeiro Guialopense, filho do Sargento Bulhões.
3.      Um Pouco mais sobre a Escola Visconde de Taunay.
Continua...